segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cacos

Recolho cacos de uma "taza" quebrada na noite de sexta-feira, estava cheia de pisco-sour, voce conhece? É um drink parecido com caipirinha, mas a base é o pisco. Eu gosto muito, comprei uma garrafa, dessas já preparadas, nao sao caras e servem para comecar o final de semana.

Gosto de unhas vermelhas, faz tempo que nao pinto. Tenho medo de nao ter o que fazer no próximo ano, eu adoro desafios, preciso me desafiar para estar sempre em movimento. Escrevo o projeto do Taller 38b, tenho que construir um plano de negocios, eu aprendi a fazer quando estudei no Senac, mas é tao chato.

Sinceramente nao quero escrever sobre isso ou aquilo.
Fiquei pensando sobre violencia sexual, eu te contei, certo?
Nao me lembro mais, preciso publicar essas coisas, tem uma parte de mim que deseja seguir com algumas memórias, eu nao sei se terei coragem de publica-las algum dia, mas penso que seria muito obvio uma pessoa se tornar feminista porque foi violada.

O obvio precisa ser dito, já disseram grandes figuras, eu quero falar sobre isso.
Talvez dizer que as vezes a gente segue uma linha comum, ser feminista porque existe um ódio incrustado no corpo contra essa maldita sociedade machista. Ser feminista porque foi violada e ponto final, sem tantas teorias ou psicologismo.

Estou a ponto de cometer suicidio artístico, queria explorar a vertente "realista" da minha vida, a face que insisto em esconder. Talvez eu te conte um dia com muitas cervejas ao lado, quando amo tenho que confessar: fui violada. Eu tive que refazer a relacao com o sexo, a sexualidade ganhou outros desafios, nao foi tudo tao bonito como insisto em pintar agora, tudo está bem longe, anos se passaram.

Aturdidas estao minhas memorias, vivo um ostracismo para vomitar uma perola ...

0 comentários: