domingo, 13 de novembro de 2011

Mandioca no Marajá

Segunda-feira, nao tenho sono, meus olhos piscam alternadamente diante da claridade do computador. Meus dedos trabalham quase que por impulso, eu tomaria uma cerveja com voce, ali no Marajá com alguma porcao, creio que morreria por umas mandiocas bem tostadinhas, quase a ponto de queimar. Eu me deixo irritar por pequenas coisas, me fecho, silencio. 

Precisava de alguns amigos agora, a turma da bolha me cairia muito bem, nao sei por onde andam, nem por onde tracam caminhos, sei que sinto uma saudade que nao se cura com qualquer vinho. Eu me sentaria com voce, te contaria alguns segredos que me movem, estariamos saturadas de sol. Voce com umas lentes escuras, eu gostaria de fotografar o viaduto, tentei uma vez, mas nunca me saiu bonito. 

Eu lembro do balanco nessa praca que fica no fim da Martins Fontes, eu te contei sobre o achado, uma madrugada quente, quando a gente anda sem hora para chegar. Nao sei porque falo disso, os ruídos da noite me fazem voltar. 

O calor me faz falta, a vontade de andar descalca pela casa, sentir o chao tocando o céu. Nua no canto do quarto eu escrevia, é novembro e ando abrigada. 

Cemitério de plantas, gostei da imagem, me lembra que conheci um cemitério simbólico para pescadores que nao voltam do mar. 

Eu ficava com medo, muito medo. Agora espero ansiosa que a terra entre em colapso. 
Gosto da sensacao de pisar em ovos. 
Para que tanta seguranca, é bom saber que o teu chao é insólito...


1 comentários:

Loja de Clichê disse...

Devires - jamais - serão deveres... Devires lindos