terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Magrela

Viciada em suco de laranja, bebo da garrafa mesmo. Quero comer cerejas até meu estomago estourar.
Me tornei adepta da bicicleta porque aqui tem uma ciclovia grande, dá gosto de usar a magrela, hoje fiz compras e deixei a minha no estacionamento, o legal é que encontrei no caminho tanta gente fazendo o mesmo.  O calor está forte, é diferente, seco e abafado e o sol potente.

Do caos nasce tudo, deixa o caos se instaurar, mas não pode tomar conta de todo o espaço.  Uma parte deve ficar pairando no ar. Quero comprar uma cestinha para a minha magrela. Tenho muita vontade de ir até Conce  são oito quilômetros, não é nada, o problema é que não existe uma ciclovia nesse percurso e nem um lugar seguro para pedalar. Estudo o caminho para ver qual é a melhor possibilidade, creio que depois da primeira vez, tudo fica mais tranquilo, certo?

Eu como cerejas, sao deliciosas, paguei dois reais o quilo, eu quero comer todos os dias. Queria te oferecer cerejas e cervejas e te contar porque as magnólias desapareceram da árvore. Dizer que o vizinho desconfiou da nossa planta no meio dos tomates e pimentas, ele me perguntou em seco: é uma planta de maria, certo? Eu falei que nao, contei uma historia que era uma planta de café, café, hahahahhaha, imagina? Está certo que plantei tomates, pimentas, manjericao, batatas e feijao, mas café é complicado. Enfim, nao sei se ele caiu no conto, mas ficou por isso mesmo. O fato é que depois me passou um pouco de terra para colocar no jardim, disse que é uma terra muito boa e eu ofereci café brasileiro, uma troca justa? Esqueci de mencionar que o vizinho é o dono da casa, o nosso querido proprietário.

Vou tomar mais suco e colocar os pés para cima...



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