segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

provinciano

asco
do nojo me apetece o desejo
de uma liquidez errante
vértice
naufragada em chuva de janeiro
com ares de agosto

solidao
de imensa companhia
me faz nausear mares inteiras
do sangue
jorra
o ápice
entojo
de uma santissima
manha.

2 comentários:

Direito do Terceiro Setor disse...

À Aninha Terra, talento em estado latente...

É bom saber que a gestação pode ter diminuído a fissura, entorpecido a vontade, cessado a fome e trocando tudo isso por uma modorra com uma irrefreável vontade de dormir até que tudo passe.

E tudo passará e voltará à normalidade de uma vida que é sua e de mais um alguém que está chegando devagarinho...

Fiquei feliz em saber da sua gravidês e também pelo fato de que a gestação mudou muitas coisas em você, mas não diminuiu ou alterou a forma como você vê e escreve o mundo.

Grande beijo;

Jairo

Aninha Terra disse...

Muda!
Que bonito texto!
Me emocionei...
a gente fica sensível ao extremo, ainda mais longe de casa, quer dizer em outra casa!

A poesia se dilata em meu útero!

:)