sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Chileando con mi hermano

Madrugada de terca,
corro para tomar o último ônibus ao aeroporto.
Esqueci de verificar o número do voo, nao importa, depois de seis horas dentro de um ônibus,
posso esquecer detalhes.
Meu estomago se contorce, comprei um combo de sanduíche e batata-frita.
Nao tenho tempo, atrasada.
Entro, sento e me escondo, devorar a comida,
meus pés me matam,
maldito tenis, maldito.
chego,
me encosto num banco,
durmo por algumas horas.
rápido,
uma fome descomunal me acomete.
levanto, compro tostadas com mantequilla.
Um chocolate quente, por favor, sem açúcar.
Sem açúcar
Sem açúcar
não entendem,
enchem de açúcar,
Muito,
me arrepio
faltam dez minutos
nada
minhas mãos suam em gotas largas.
ele sai, meu irmao.
Chileamos,
hotel,
alugar um carro,
esquecemos o gps
já nao importa,
perdidos
perdidos
viajamos
pela rota 78,
o sol impiedoso
chegamos a San Antonio
milhares de pelicanos cortam o céu,
lobos marinhos
gaivotas,
seguimos
Cartagena,
e por fim Isla Negra...



2 comentários:

Direito do Terceiro Setor disse...

É frio... mas é o mar mais lindo que eu já vi...

Aninha Terra disse...

é verdade---um azul intenso, tal pacifico!