sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Festa de Fim de Ano - Projeto As Mulheres Negras tem história e as Jovens Negras estão aqui para Contar


Eu me apaixono todo dia







Seis meses são 24 semanas, 168 dias, 4032 horas, 241.920 minutos e 1.4515.200 segundos.

O tempo é relativo, não sou a primeira e nem serei a última a afirmar isso, eu me apaixono todos os dias, minha vida é tão cíclica., tão inesperadamente cotidiana. Num quarto de outrora  comecei a namorar, hoje quatro de dezembro uma pequena história. È, eu me apaixono todos os dias, sou feita de fúria, loucura e muita vontade de amar!




domingo, 29 de novembro de 2009

Teatro Vocacional

Ter ou não ter vocação, não é a questão, depois de seis meses ser ou não ser já não importa tanto. Há um certo hibridismo no ar, o Teatro aconteceu na minha vida e minha vida aconteceu no Teatro. Foram  seis meses, um curto espacinho de tempo, trocas, working in progress. O Teatro Vocacional era o lugar onde eu não faltava, mesmo com cólica, dor de cabeça, tempestades de humores ou falta de apetite. A sala Vitrine descortinou-se para Nós, éramos o Sexo do Largo do Paissandú,, o Camelô gritando, o graffiti no Muro, um pouco de tudo entrava ali.

O teatro trouxe  uma paixão, um projeto para o Mestrado, o reconhecimento da minha Timidez e  o Zé ...


Ontem apresentamos a nossa pequena cena - O quê?, eu não gostava da cena, sempre senti um certo repúdio, no entanto, o prazer de representar me tomou pelos pés. Senti prazer sem explicação: estranho, e poético, feio e belo, sujo e limpo. Inciação de um eterno iniciar.


Apresentar na Galeria Olido foi simbólico, lá eu tenho uma história, misturada com a minha cidade, com o Largo do Paissandú, lembro do Poema do Mário, das minhas idas à Galeria do Rock, da adolescência anos 90 e da minha veia Paulistana.

E fui ser um pouco artista, timida, sem técnica, insegura, mas fui, fomos e seremos.. Let it be!


( foto Patricia Barcelos)

sábado, 21 de novembro de 2009

Frida


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Curtas

Minha aula na Unesp é um tesão: crucial, benéfico, latente e eufemístico. Gostaria de tê-la todos os dias, umas seis ou oito horas, quem sabe! O que é discutir teatro, dança, artes-plásticas? É uma dádiva!

Estou debruçada no Angels in America, lendo tudo que me salta aos olhos, querendo dominar o inglês de cabo a rabo para tocar os estudos, dedilhar cada referência, esmiuçar cada fato histórico. Sou uma curiosa com ganas de ser uma estudiosa, ainda não sei ao certo o que devo fazer para pular para o próximo estágio. Estou a viver, como diriam os de lá.

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Me irrita cuidar tanto da Mafalda, achei que ela já estaria em perfeito estado, continua a brotar casquinhas e  está horrível. Será que deu alguma coisa errada? Tenho certeza que não, é a ansiedade brotando em mim.

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Domingo passado, redenção com tv de plasma, vinho tinto com queijo brie, uma banheira enorme e muitos espelhos para celebrar com amour.


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Conheci um garoto, gosta de rock, lê nas horas vagas e quer entender mais de cinema. Farei uma lista para ele, talvez sejamos grandes amigos.


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Terapia com panetone, pefeita combinação para uma quarta-feira. Pena que perdi a consulta com a homeopata.

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domingo, 15 de novembro de 2009

Amálgama

Tem uma lagarta na minha mesa, desde sexta-feira, quero matá-la. Perdi as ilusões, não sei o que quero, nem sei do que gosto. Posso pedir para parar o trem fora da estação?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Emafaldadas", 10 de novembro de 2009

E a promessa de domingo virou realidade na terça, em poucas horas realizamos todos os tramites "burocráticos" e selamos a Mafalda em nossos braços! Com poesia, medo, sangue, choro e pressão baixa.

A alegria foi tanta que deixou o Brasil sem luz!

Depois de tantos anos, reencontro, amizades e essa coisa louca que temos...



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Que mês que tá?

Liberdade combina com bolinho de polvo ou lula, já não sei ao certo.

Tenho alergia a frutos do mar, porém posso acompanhar-te por todas as ruas daquele bairro Chino.
Doze horas de conversa ininterrupta, poesia, sonho e melodia.

Comer hambúrger com batata-frita, tomar uma casquinha e milk shake de morango com chocolate.
Não gosto de Leite, você sim! E o seu copo é dos grandes!


Imaginamos estranhos sonhos: com muito dinheiro não teríamos endereço certo, só uma pequena mala, passaríamos o Domingo em Paris, tomando vinho e comendo queijo.
Convidaríamos todos os nossos amigos ...

Tomar banho de chuva no Centro de São Paulo, você e eu, eu e você, rindo como adolescentes, teve doce na Palma de Ouro e desejo de partir para Além Mar.

Sentar no Marajá, pedir uma, duas, três, quatro, cinco, seis e quantas mais ...
Falar alto, rir, vestir saia curta e shorts para protestar.

Ter milhões de segredos para compartilhar, esperar o amado chegar, um amigo e agora quatro.
Terminar a noite com uma promessa: Vamos nos tatuar! 

Franguinho com alho, unzinho e "Que mês que tá?":

- Abril!
- Não!
- Março!
- Não!
- Junho!
- Não!
- Julho!
- Não!
- Agosto!
- Não!
- Setembro!
- Sim! O que você quer do mundo?

....

Ainda sobre o caso UNIBAN

Posto o texto do CONTARDO CALLIGARIS, publicado na Folha de São Paulo para esquentar o debate. 

A turba da Uniban
As turbas têm um ponto em comum: detestam a ideia de que a mulher tenha desejo próprio




NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.

O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.

A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".

Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.

Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".

Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.

Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".

Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.

Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.

O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.

A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.

Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?

Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.


ccalligari@uol.com.br

domingo, 8 de novembro de 2009

Caso Uniban


Não se trata de um manifesto, nem um levante contra os valores burgueses, não estou falando de Moral, bons-costumes ou coisa semelhante. Nem tampouco falarei sobre Ética e princípios. Definitivamente não publicarei uma carta contra as “ditas” instituições de ensino, nem falarei da privatização do Ensino Superior, não alimentarei o ódio, nem a repulsa.

O caso da garota que foi expulsa pela “UNIBAN” é ultrajante, expressa a falta de tato e sensibilidade das instituições de ensino em lidar com a impunidade, o machismo e a violência. Em pleno século XXI você ser banida por usar um vestido curto ou uma mini-saia é vergonhoso, eu uma Mulher me sinto violada e aqui não estamos falando sobre roupa ou moda, estamos falando em um código de vestimenta, um código moral que determina o que você deve vestir ou não.

A partir de hoje, farei minha manifestação silenciosa, só usarei mini-saia e vestido curto.